domingo, 20 de junho de 2010

A história da família Bonilauri


O sobrenome BONILAURI aportou aqui no Brasil no século XIX, aí por volta de 1890 trazido por um jovem italiano de nome Guerino que, encantado com as notícias da América, veio em busca de uma vida nova, junto a milhares de outros compatriotas, fugindo da miséria, da angústia do desemprego e da falta de horizontes que seu pais apresentava.
Era mais um imigrante que aqui chegava e a maioria fixava-se nas fazendas de café de São Paulo. O governo brasileiro oferecia, embora precariamente, possibilidades de posses de terras também no sul do país. Assim, o jovem Guerino veio parar nos arredores de Curitiba, mais precisamente nos amplos campos e bosques de pinheirais de Tranqueira, hoje Tamandaré, onde – junto a outras famílias - começou a labutar na agricultura de sobrevivência.
Porém, descendente de exímios carpinteiros, o cultivo da terra lhe era penoso e adverso. Ciente de suas habilidades começou a trabalhar na profissão, atendendo as necessidades dos vizinhos na construção de casas, móveis e utensílios de madeira. Como bom carpinteiro artesão melhorou rapidamente de vida.
Alguns anos depois conheceu uma brasileira de nome Rosa, descendente de índios, moradora nos arredores de Tranqueira e logo se casou. Com condições melhores veio morar em Curitiba, onde adquiriu um terreno no distante bairro do Novo México, onde residiam já alguns italianos, alemães e poloneses, todos imigrantes. O terreno amplo situava-se na Rua 5 de Maio, e ali construiu sua casa de madeira, com tábuas largas de pinho e vedadas com sarrafos, bem no estilo italiano, com varanda, beirais, jardim bem cuidado e quintal com árvores frutíferas, galinheiro, sua oficina e o indispensável caramanchão com uvas brancas , pretas e rosadas, tudo sempre bem pintado de branco.
Com o passar do tempo o bairro do Novo México transformou-se em Água Verde e a rua foi rebatizada com o nome de Brasílio Itiberê.
Guerino e Rosa tiveram oito filhos, harmoniosamente distribuídos em, quatro mulheres, Dolores, Carmela, Lilá e Araci e quatro homens, Ângelo, Francisco, Izidoro e Antônio.
Do meu lado, o Izidoro, meu pai, casou com a Rozalina e surgiram, Laertes, Newton, Diniz e Eulita.
Concluindo: a Família Bonilauri está presente e instalada na Água Verde desde 1895. Pessoalmente resido no bairro desde 1933.

Diniz Bonilauri

Desfile de moda beneficente


Desfile de moda beneficente
Acontecerá dia 27 de junho próximo, com início às 16 horas , um desfile beneficente em prol da APAV – Associação Paranaense Alegria de Viver, ONG que atende crianças carentes infectadas pelo vírus do HIV.
A APAV foi fundada em 1993 e luta mensalmente para manter a ONG funcionando. Abriga 18 crianças e auxilia mais de 120 famílias carentes. Você pode conhecer ainda mais acessando www.apav.com.br.
O evento será na sede da APAV, rua Capiberibe, 1546, bairro Portão.
O ingresso custará R$ 10,00 + 2kg de alimento não perecível e poderá ser adquirido a partir do dia 18 de junho na loja Brilho, no na própria APAV.
Programação:
16:00 hs recepção dos convidados
16:30 hs início do 1º. Desfile – BRILHO MODA FEMININA & ACESSÓRIOS
17:00 hs intervalo – coquetel aos convidados
17:30 hs – início do 2º. Desfile – REGINA MORAES MODA FESTA
18:00 às 19:00 hs coquetel e encerramento do evento
Vários profissionais estão envolvidos na organização: modelos, maquiadoras, cabeleireiros, fotógrafos, serviços de Buffet, programas de TV e etc. Todos doando um pouco do seu trabalho e do seu tempo em prol de uma ação social.
Esperamos poder contar com você. Participe ! A caridade ainda é o Caminho.
Todo o valor da venda dos ingressos e as doações serão revertidas para a APAV.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Mar de lama na Assembléia Legislativa do Paraná


Casa do Povo ou casa da corrupção? Esta é a pergunta que os paranaenses fazem nestes dias em que a RPCTV e a Gazeta do Povo desvendaram uma verdadeira quadrilha agindo dentro (ou na direção) da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná.
A imprensa paranaense é uma vergonha. Mais uma vez – com raras exceções – repete os tempos da roubalheira do governo Jaime Lerner, silenciando de forma criminosa diante da dilapidação dos cofres públicos.
Quantos deputados estão envolvidos nesta roubalheira do dinheiro público? Seria cômico jogar a culpa dessa quadrilha nas costas de algum funcionário, transformado em “laranja” para deixar tudo como está. Por outro lado, a população não acredita que a Justiça cumprirá sua função de apurar tudo devidamente, porque tem muita autoridade envolvida nesta roubalheira. Quantas autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário tiveram filhos ou parentes nomeados como funcionários fantasmas da Assembléia Legislativa nas últimas décadas?
Quantas eleições de deputados, quantos apoios para eleger diretores, foram comprados com dinheiro roubado através de funcionários fantasmas e atos secretos na Assembléia Legislativa? O povo paranaense quer saber. Quem tem coragem de informar?
Algumas pessoas acreditam que tudo isso vai acabar em pizza, desmoralizando de uma vez por todas aqueles que deveriam esclarecer os fatos. Particularmente, eu acredito que a Justiça será feita através de magistrados honrados que integram o nosso Judiciário.
A seguir, algumas das falcatruas na Assembléia Legislativa levantadas pela Gazeta do Povo:
“Por que há atos da Assembleia que não aparecem nos diários oficiais que a reportagem teve acesso? Há atos secretos na Assembleia? Do que tratam essas decisões?
Levantamento da Gazeta do Povo e da RPCTV mostra que há 2.178 atos secretos da Assembleia, de 1º de janeiro de 2006 a 31 de março de 2009.
Como a Assembléia pagou salários acima do limite previsto pela lei sem que nenhum deputado ficasse sabendo?
Entre janeiro de 2004 e abril de 2009 foram pagos salários acima do teto legal do Legislativo paranaense (R$ 20 mil) a 73 pessoas.
Quem recebeu o dinheiro pago pela Assembléia que muitas pessoas nomeadas afirmam não ter recebido?
Dentre os nomeados há taxista, garçom, pedreiro, empresário, advogada. Alguns dizem nunca ter trabalhado para a Assembléia. Outros nem sequer moram no Paraná.
Por que o nome de pelo menos 36 servidores da Assembléia foram omitidos da lista de servidores da Casa divulgada em abril do ano passado?
O grupo de funcionários recebeu salários no período, mas não apareceu na lista, levantando suspeitas de que seus nomes foram retirados de forma deliberada. Levantamento da Gazeta do Povo e da RPCTV indica que o número de servidores que sumiu da lista pode ser ainda maior: 607.
Por que a Assembléia demorou tantos dias para “descobrir” em que setor da Casa a agricultora Vanilda Leal estava vinculada?
Vanilda, que mora em um casebre em Cerro Azul, a 100 quilômetros de Curitiba, se sustenta com o auxílio do Bolsa Família. Mas registros nos diários oficiais da Assembléia mostram que foram depositados R$ 1,2 milhão na conta dela, ao longo de cinco anos. Inicialmente, a Assembléia disse que ela estava lotada no gabinete do deputado Jocelito Canto. Depois, desmentiu-se. Só três dias depois descobriu-se que ela fazia parte da diretoria de administração.
Por que há setores administrativos da Assembléia com tantos servidores? Há necessidade disso?
Levantamento da Gazeta do Povo e da RPCTV descobriu que a primeira-secretaria tem 125 servidores à disposição e a presidência, 73.
Por que a Assembléia contrata servidores comissionados (sem concurso, de indicação política) para cedê-los a outros órgãos públicos, contrariando o que diz a Constituição Federal, que proíbe a cessão de funcionários com cargos em comissão?
Pelo menos 20 servidores comissionados da Assembléia foram cedidos a outros órgãos públicos. Desses, a Casa paga o salário de 19.”
O caso é grave. É dinheiro público sendo roubado. É um deboche da opinião pública. O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Nelson Justus (dem) (aquele que até recentemente tinha como funcionários dois bandidos presos por roubo de palmitos na Serra do Mar) demora uma eternidade para publicar a lista dos funcionários na internet, e quando o faz, está incompleta. Alguém acredita que este presidente vai ajudar o Judiciário, o Ministério Público, a investigar e descobrir os ladrões do dinheiro público? E os promotores que tem ou tiveram parentes no quadro funcional da Assembléia Legislativa, terão isenção para investigar?
O mar de lama descoberto na Assembléia Legislativa do Paraná é uma vergonha para todos os paranaenses. Por muito menos que isso o povo já saiu às ruas e exigiu a demissão e prisão de políticos ladrões que emporcalharam a história deste país.

José Gil, presidente do Conselho Comunitário de Segurança do bairro Água Verde - Curitiba, PR

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A droga do momento: o crack



A maioria dos pequenos roubos e assaltos em nossa região são realizados por viciados em crack, a droga que tem baixo custo e atinge principalmente a população mais pobre.
O crack é uma mistura de cocaína, em forma de pasta não refinada com bicarbonato de sódio. Se apresenta em forma de pedra e pode ser até cinco vezes mais potentes do que a cocaína. O efeito do crack dura de cinco à dez minutos. Sua principal forma de consumo é a inalação da fumaça produzida pela queima da pedra, que
é feita com o auxílio de algum objeto como um cachimbo para o consumo, esse
cachimbo muitas vezes são construidos artesanalmente, utilizando latas, garrafas plásticas e canudos ou canetas. Os pulmões conseguem absorver quase 100% do crack inalado.
Os primeiros efeitos do crack são uma forte euforia que desaparece, repentinamente, sendo seguida por uma grande e profunda depressão. Por causa da rapidez do efeito, o usuário consome novas doses para voltar a sentir uma nova euforia e sair do estado depressivo. O crack provoca hiperatividade, insônia, perda da sensação de cansaço, perda de apetite, perda de peso e desnutrição. Após um longo tempo de uso aparecem um cansaço intenso, uma forte depressão e desinteresse sexual.
Os usuários apresentam um comportamento violento, são facilmente irritáveis. Tremores paranóia, desconfiança também são causados pela droga. Normalmente os usuários têm os lábios, a língua e a garganta queimados pela forma de consumo da substância. Apresentam problemas respiratórios como congestão nasal, tosse, expectoração de muco preto, com sérios danos nos pulmões, e o uso contínuo da droga
pode provocar derrame cerebral e ataque cardíaco, entre outros efeitos.
Pesquisadores afirmam que o crack é uma droga letal que pode matar em até seis meses.
Temos visto acompanhando os jornais, que tem crescido o número de crianças e adolescente usuários dessa droga. Da mesma forma tem crescido a criminalidade e o número de assassinatos. Como também a prostituição entre eles.
Considerando que os efeitos são rápidos eles entram num ciclo vicioso. Buscando nos assaltos e na prostituição uma forma de gerar dinheiro para comprar a droga.
Como surgiu o crack
A mídia não toca no assunto, mas segundo o jornalista e pesquisador norte-americano Ney Jansen, na década de1980 jovens dos bairros pobres de South Central de Los Angeles, Califórnia, foram devastados pelo crack. Em 18.08.1960 o jornal local San José Mercury News publicou uma série de artigos sobre como a droga se apoderou daquele território: “Os que possuem boa memória recordarão do processo contra o coronel Oliver North, que terminou com sua condenação na Justiça norte-americana. Os autos desse processo demonstraram com nomes e fatos que por vários anos a CIA e a DEA (departamento do governo norte-americano de combate ao tráfico de drogas) estiveram em contato com os chamados cartéis colombianos, protegendo a entrada de drogas nos Estados Unidos. Tal operação servia para encontrar fundos ilegais para financiar as forças opositoras ao governo sandinista da Nicarágua.
Através dos cristais que restam da fabricação da cocaína, é possível fabricar uma droga muito mais barata e mortal, adequada aos pobres, que será chamada crack.
Eis que os guetos negros de Los Angeles, onde o desemprego juvenil chega a 45%, pode ser inundado com o novo produto. Por cinco anos, de 1982 a 1987, os Contra nicaragüenses, com a cobertura de policiais e agentes norte-americanos despeja 100 quilos de cristais de coca semanais sobre o South Central (Obs.: total de 27 mil quilos).
(...) A partir dessa atividade criminosa exercida contra os negros de Los Angeles, o crack espalhou-se pelas metrópoles dos Estados Unidos e de vários países latino-americanos.
O surgimento do crack na década de 1980 tem por antecedência o papel político que as drogas desempenharam nos Estados Unidos nas décadas de 1960 a 70. É nesse período que surge o Partido dos Panteras Negras, organização da classe operária e da juventude negra do USA.
(...) Além de destruir as sedes, prender e assassinar os militantes Panteras Negras (partido radical de esquerda), a CIA e o FBI passarão, em associação com narcotraficantes da América Latina (a base do atual governo colombiano) a despejar toneladas de cocaína, maconha e heroína nos bairros negros, visando a desarticulação política, levando à dissolução do Partido.”
Em 2001, Mumia Abu Jamal, ex-militante dos Panteras Negras, escreveu artigos publicados em jornais de bairros da Califórnia e Los Angeles denunciando a participação de policiais e agentes norte-americanos na distribuição de crack nos bairros pobres para destruir a população jovem e pobre, e principalmente os militantes Panteras Negras.
Para aqueles que tem alguma dúvida sobre o envolvimento do governo norte-americano com o narcotráfico, basta lembrar que na Colômbia, 6 em cada 10 políticos tem participação no tráfico de drogas, e no Afeganistão, sob governo Taliban, toda a produção de papoula (base do ópio) foi exterminada. Com a entrada das tropas norte-americanas no país, a produção de drogas voltou com força total. O jornal New York Times, citando fontes oficiais norte-americanos, denunciou que Ahmed Wali Karzai, irmão do presidente do Afeganistão Hamid Karzai, é o maior traficante de ópio do país, senhor da guerra em Kandahar, e recebe pagamentos regulares da CIA há mais de oito anos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL



Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010.

* * *

Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.
É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o cordel Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.
Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O adeus a Zilda Arns



Zilda Arns faleceu durante o terremoto do Haiti, enquanto fazia palestra, voluntariamente, para centenas de pessoas sobre técnicas de alimentação e amamentação para combater a fome e a desnutrição. Sua morte entristeceu brasileiros e povos do mundo inteiro onde ela levou seu trabalho, esperança e dedicação aos menos favorecidos. A família Arns veio de Santa Catarina e se estabeleceu no bairro Água Verde, no período da colonização. E foi no bairro Água Verde que o corpo de Zilda Arns foi sepultado, ao lado de familiares.
VELÓRIO - O corpo de Zilda Arns Neumann, médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, foi velado no Palácio das Araucárias, sede do Governo do Paraná. O caixão foi carregado por cadetes da Polícia Militar, da Academia do Guatupê, e recebido com aplausos por populares e voluntários da Pastoral da Criança. A cerimônia ficou aberta a toda população até as 11 horas de sábado (16), inclusive durante a madrugada. No início da tarde, houve interrupção de uma hora para a realização de missa fechada aos familiares.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu chefe de Gabinete, Gilberto Carvalho, a ministra Dilma Roussef, o prefeito Beto Richa, presidente da Câmara, vereador João Claudio Derosso, senador Flávio Arns e o governador Roberto Requião vieram ao velório, além de outras autoridades.
“A nossa preocupação foi para que todos tivessem acesso e fossem bem atendidos no velório. A família vem recebendo todo apoio do governo federal, estadual e prefeitura”, afirmou Caroline Arns. A Pastoral da Criança, organização criada por Zilda Arns, participou da organização do velório.
“Minha tia sempre foi uma otimista e provou que é possível transformar para melhor quando as pessoas trabalham juntas. Temos convicção que esses milhares de voluntários vão permanecer unidos”, afirmou Caroline. “Tia Zilda sempre defendeu que os trabalhos nas comunidades tinham que ser feitos por pessoas que moram lá, justamente para garantir a continuidade”, lembrou.
Como estímulo às organizações sociais, e para manter a memória da médica, o governador Roberto Requião defendeu a criação de um prêmio nacional em nome de Zilda Arns, bem como que o governo federal defenda sua indicação póstuma ao Nobel da Paz. “Acho importante que a Zilda não seja esquecida e que seu testemunho não seja olvidado. Por isso sugeri ao presidente esse prêmio, que seria destinado para pessoas que se destaquem no combate à mortalidade materna e infantil,” afirmou Requião.
Uma missa de corpo presente, somente para familiares, foi realizada sábado (16), às 14h, pelo cardeal dom Geraldo Majela Agnello, transmitida ao vivo pela TV Paraná Educativa. O enterro, também restrito aos familiares, ocorreu no Cemitério Municipal da Água Verde, em Curitiba. Zilda morreu na terça-feira (12), aos 75 anos, vítima do terremoto que atingiu o Haiti.
PASTORAL – Zilda Arns criou a Pastoral da Criança em 1983, em Florestópolis, cidade próxima a Londrina, no Norte do Estado. A instituição está presente em 4.016 municípios do Brasil e acompanha 1,6 milhão de crianças e 95 mil gestantes. Em todo o mundo, são mais de 300 mil voluntários. O trabalho da instituição é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde.
Filha de Gabriel Arns e Helena Steiner Arns, Zilda nasceu em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, Santa Catarina. Era irmã de dom Paulo Evaristo Arns, cardeal arcebispo emérito de São Paulo. Viúva desde 1978, Zilda Arns era mãe de cinco filhos.
Em 1959, Zilda concluiu o curso de Medicina em Curitiba. Começou a vida profissional como médica pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, em Curitiba. Ali, trabalhou entre 1955 e 1964 atendendo bebês menores de um ano. Foi também diretora-técnica da Associação Filantrópica Sara Lattes e chefe da divisão de Proteção Social do Departamento da Criança da Secretaria de Saúde Pública do Paraná.
A médica e sanitarista promovia a capacitação dos voluntários e sua transformação em agentes sanitários, trabalhando nas comunidades onde moram. Treinados, os agentes se tornam líderes comunitários aptos a colocar em prática ações básicas de saúde e acompanhar as famílias que estão sob sua responsabilidade.

Como roubar 19 bilhões dos paranaenses e ficar impune?


Esta matéria é parte da série de artigos revelando o maior roubo na história do Paraná, a quebra do Banestado no governo Jaime Lerner, quando verdadeiras quadrilhas organizadas, dentro e fora do Banestado, com o apoio de autoridades, promoveram um rombo nas contas públicas, deixando para os paranaenses pagarem a conta até 2029, algo em torno de 52 milhões de reais mensais, ultrapassando a soma de 19 bilhões ao final.
A quebra do Banestado, e sua venda ao Banco Itaú, foi uma tramóia para enrriquecer alguns poucos e enganar todo o povo do Paraná. Dinheiro de impostos que deveria estar sendo aplicado em educação, habitação, segurança, está sendo usado para pagar a roubalheira de pessoas ligadas ao ex-governador Jaime Lerner.
Citando fatos publicados no livro “Histórias sobre Corrupção e Ganância”, do corajoso jornalista Wilson J. Gasino, destacamos a seguir mais uma das muitas operações que fraudaram os paranaenses.
Diversos políticos famosos - alguns com mandatos até hoje - e grandes empresas do nosso estado se beneficiaram com a roubalheira no Banestado. A chamada grande imprensa silenciou covardemente sobre fatos gravíssimos, para se beneficiar do dinheiro que jorrava sem controle.
Entre as centenas de casos escandalosos, podemos citar a denúncia ao Juízo da 2º Vara Federal Criminal de Curitiba: os advogados Fausto Pereira de Lacerda e Milton João Bettenheuser Júnior, ambos funcionários do Banestado e também colaboradores credenciados para cobranças do banco, exercendo a mesma função dentro e fora do banco, recebendo duplamente para isso e tendo a facilidade de controlar todo o processo de cobrança.
“Esses dois funcionários tiveram participação decisiva na seleção dos créditos que seriam repassados ao Banco Itaú e à Agência de Fomento do estado do Paraná no processo de privatização. Fausto de Lacerda era advogado da empresa de cobrança Rio Paraná e Milton Bettenheuser passou a ser após a privatização do Banco. A Rio Paraná, foi, após a compra do Banestado pelo Itaú, a empresa encarregada de cobrança dos créditos pendentes. Milton chefiava o Departamento Jurídico do Banestado no processo de saneamento preparatório para a Privatização e Fausto. que também dirigiu esse Departamento, foi Diretor de Reestruturação em Privatização, além de Consultor Jurídico da Presidência.
Um exemplo de como esse esquema pode beneficiar empresas devedoras, funcionários da área de cobrança e o próprio Banco Itaú em detrimento do Banestado e do povo do Paraná, é o caso da Fortuna Factoring e Arrendamento Mercantil Ltda. Essa empresa tinha dívidas da ordem de R$ 2,5 milhões com o Banesta-do. Esse montante foi assumido como perda pelo banco no período de privati-zação e constou como valor podre de venda para o Itaú.
No entanto, após a privatização, a Fortuna quitou o valor da sua dívida por R$ 800 mil junto ao Itaú e à Rio Paraná, ou seja, 30% do valor. Para a Fortuna foi uma economia de R$ 1,7 milhão e para o Itaú e a Rio Paraná um lucro de R$ 800 mil sobre um valor comprado como podre. Para o Banestado (leia-se povo do Paraná) porém, representou a perda do valor financiado de R$ 2,5 milhões.
“Além disso, há o aspecto político envolvido, já que o avalista da Fortuna era o ex-presidente do Partido da Frente Liberal (PFL) no Paraná, João Elísio Ferraz de Campos, correligionário do ex-governador Jaime Lerner.”
A CPI do Banestado na Assembléia Legislativa do Paraná avaliou uma pequena amostragem de créditos herdados pela Rio Paraná após a privatização e foram encontrados muitos casos onde dívidas gigantescas foram quitadas por em média 10% do seu valor.
É para isso que os paranaenses pagam impostos? Para que quadrilhas lideradas por políticos que compram a imprensa e a opinião pública, roubem impunemente?

Continua na próxima edição.